O projeto EDinova, iniciativa voltada à descarbonização das edificações e do setor da construção civil no Brasil, foi apresentado na Construlev Expo 2026 por Gustavo Ramos, assessor da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (SETEC) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O fórum, que ocorreu de 14 a 16 de outubro, na capital paulista, é dedicado à discussão de tendências, inovação, produtividade, industrialização e sustentabilidade na construção.
No dia 15 de outubro, Ramos participou da programação com a apresentação “Construção Net Zero: Projeto EDinova – Descarbonização das edificações e do setor da construção civil no Brasil”. Na ocasião, o assessor abordou os objetivos e as frentes de atuação do EDinova, além de destacar o papel das políticas públicas e dos instrumentos de apoio à inovação para acelerar a transição para uma construção civil de menor impacto ambiental.
“A descarbonização das edificações exige uma atuação articulada entre governo, setor produtivo, instituições de pesquisa e demais agentes da cadeia da construção. O EDinova busca contribuir para esse processo, criando condições para ampliar o conhecimento, demonstrar a viabilidade de soluções de baixo carbono e fortalecer o ambiente de políticas públicas e financiamento necessário à transformação do setor”, destacou Gustavo Ramos.
Oportunidades para o setor
Além de apresentar o EDinova, Ramos ressaltou instrumentos de apoio à ciência, tecnologia e inovação disponíveis no âmbito do MCTI e de instituições vinculadas ou parceiras, que podem contribuir para o desenvolvimento de soluções inovadoras na construção civil. Entre as possibilidades estão as linhas de financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), destinadas a apoiar projetos empresariais de inovação, pesquisa e desenvolvimento tecnológico.
Outro instrumento mencionado foi a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que aproxima empresas e instituições de pesquisa para o desenvolvimento de projetos de inovação industrial. Essa articulação pode favorecer a criação e o aprimoramento de tecnologias, materiais e processos aplicáveis à construção civil. O ecossistema de inovação também inclui iniciativas voltadas a startups, incubadoras e outros ambientes de desenvolvimento tecnológico, que contribuem para transformar ideias e pesquisas em soluções com potencial de aplicação no mercado.
“É importante que o setor da construção civil conheça os instrumentos de apoio à inovação e identifique aqueles mais adequados às suas necessidades. O desenvolvimento de soluções de baixo carbono passa também pela capacidade de investir em pesquisa, testar novas tecnologias e estabelecer parcerias com instituições de ciência e tecnologia”, explicou Ramos.
Construção industrializada e descarbonização em debate
Em sua segunda edição, a Construlev Expo reuniu profissionais, empresas, especialistas e entidades ligados à construção leve, aos sistemas industrializados e às soluções sustentáveis. Realizado em parceria com a Associação Brasileira da Construção Leve e Sustentável (ABCLS), o evento promoveu atividades técnicas e debates sobre temas como construção modular, steel frame, wood frame, transformação digital, produtividade, desempenho e descarbonização.
A transição para edificações de baixo carbono exige esforços coordenados e soluções capazes de combinar desempenho ambiental, viabilidade técnica e econômica e condições favoráveis à sua adoção em escala. Nesse contexto, o EDinova busca fortalecer as bases institucionais, técnicas e financeiras necessárias para impulsionar essa mudança no Brasil.
Sobre o EDinova – O projeto promove a descarbonização das edificações e da construção civil no Brasil por meio de tecnologias e políticas públicas inovadoras, considerando as emissões de carbono incorporadas aos materiais e sistemas construtivos e aquelas geradas na operação das edificações ao longo de seu ciclo de vida. Atua em quatro componentes: políticas públicas e ambiente regulatório; sensibilização e demonstração da viabilidade; incentivos e instrumentos de financiamento; e gestão da informação e do conhecimento, com ações voltadas à inovação, à capacitação e à disseminação de soluções de baixo carbono.
Financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o EDinova é implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), sob liderança e execução do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em coexecução com o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS). A iniciativa articula instituições públicas e privadas, academia e outros atores estratégicos para impulsionar a transição para uma construção civil de baixo carbono no Brasil.